Adolescência no Seu Pior











{Agosto 13, 2012}   Parabéns a Você…

5 Anos
E acabou.
Tantas histórias que aqui foram contadas…
Tantas inícios meios e fins…
E o engraçado de tudo é que o início se tornou fim…
E o fim continua sem acabar…
Porque este blog faz hoje 5 anos. E já é altura de acabar com ele…

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{Março 6, 2012}   Estupidamente Feliz

E se isso vos faz impressão, temos pena.



{Fevereiro 27, 2012}   Obrigada

Posso ser pequenina, um pequeno pontinho num universo gigante e tão cheio de pequenos pontinhos como eu. Posso ser e sou. Mas há pessoas que me fazem grande. Há pessoas que ao longo da minha vida apareceram, desapareceram e ficaram. A todas elas, agradeço. Agradeço de formas diferentes… Porque cada um deles me marcou de forma diferente.
Aos que ficaram e que continuam ao pé de mim: um muito obrigada especial por continuarem a fazer parte da minha vida, por serem as pessoas em quem eu confio e em quem posso contar. Sabem que se precisarem eu estarei aqui para vos ajudar.
Aos que ficaram mas que por certas razões estão mais distantes:  as recordações que tenho vossas ajudam a lembrar-me de vocês… Aqueles momentos… Tenho pena de não vos ver mais vezes, mas mesmo assim, obrigada por existirem… Eu sei que quando nos vimos é uma festa brutal…
Aos que desapareceram, porque se afastaram ou porque me afastei: Obrigada. Muito obrigada por terem-me feito quem eu sou hoje. Se não fossem vocês eu não teria crescido e não me teria tornado a pessoa que sou. Simplesmente, obrigada.
Pois nestes 21 anos, eu cresci muito. Graças a todas estas pessoas, a todos os momentos bons e menos bons. Por isso, nada mais tenho a dizer que: obrigada. 



{Fevereiro 24, 2012}   Milagres

Os milagres não existem.
Aquelas alturas em que esperamos que algo aconteça ou que alguém faça algo que, teoricamente, não faria… Bem, logo por aqui se vê que esses acontecimentos não existem. Se sabemos que é algo que não vai acontecer ou que de probabilidade tem muito pouco, porquê esperar?
Na verdade, não é intencional, simplesmente acontece. Sonhos, idealizações perfeitas, cenas de cinema… Acabamos por colocar nas pessoas o peso dos nossos sonhos, dos nossos quereres… Coitados dos pobres que carregam aos ombros as ideias que tenho deles, as esperanças que tenho neles, no fundo, a minha felicidade. Não é correcto, não é ético mas é tão fácil de fazer… É tão recorrente… Provoca tantas vezes a desilusão… Mas se sabemos que as pessoas não o vão fazer, porquê esperar?

Se acredito em milagres? Acredito. E espero por um todos os dias simplesmente porque vale a pena.



{Janeiro 28, 2012}   Adeus…

Por seis meses vivi num sítio diferente, falei uma língua diferente, fui, em parte, uma pessoa diferente…
Em seis meses conheci pessoas que me acolheram, que me integraram e que, a cima de tudo, me marcaram…
Nos últimos seis meses…
Sinceramente custa-me a crer que se passaram já seis meses…
É tão irónico que agora, no fim, me vá lembrar do início… Sei que não queria vir… Sei que chorei por não querer deixar a comodidade da minha vida… Sei que pensei em desistir… Tantas vezes que já pensei nesta palavra “desistir”… Se tivesse mesmo desistido ao mais pequeno problema que me aparecesse perdia o verdadeiro gosto de certos momentos que, agora, fazem parte das minhas memórias… Mas isso é outra conversa.
Mas vim. E fiquei. E conheci pessoas que nunca mais vou esquecer. E senti a falta das pessoas que realmente me fazem falta. E aguentei.
E aqui, agora, num déjà vu, volto a partir com lágrimas nos olhos por deixar para trás a aventura que foi viver nesta cidade.

A ti, Antuérpia, eu prometo-te um dia voltar. 



{Janeiro 17, 2012}   Recordações

Lembranças. São por vezes traiçoeiras estas memórias que guardamos. Por vezes apagam-se sem que nós nos apercebamos e, depois, com apenas uma leitura de algo antigo acabamos por relembrar o que já é passado há tanto tempo.
Memórias. É tão engraçado que as memórias de momentos de choro nos podem trazer um sorriso… Momentos que já passaram há tempo suficiente para que apenas a felicidade de os recordar faça esquecer o sentimento de tristeza que um dia sentimos…
Relembrar. Mas o mais engraçado de tudo é quando nos deparamos com algo tão antigo que nem sabemos o que é… Quando nos deparamos com a descrição de sentimentos que ficaram agarrados a uma folha de papel há alguns anos atrás e nem nos lembramos sobre o que era aquilo…
Momentos. Datas. Dias. Pequenos rabiscos que colocamos no canto da folha para nos lembrarmos de quando escrevemos algo. É engraçado como conseguimos escrever coisas no passado que se aplicam tão bem ao presente. É tão engraçado como há uns anos atrás consegui escrever o que hoje sinto. Não tenho propriamente uma explicação, simplesmente por que sim… Talvez tenha adivinhado…
Anos… Como eles passam… E como trazem de volta as coisas, as pessoas, os sentimentos que realmente importam…



{Dezembro 30, 2011}   Dormir Sobre o Assunto

Deito-me. A intenção de descansar de um dia que passou, de um conjunto de acontecimentos que aconteceram e que já não se podem mudar. Deito-me e fecho os olhos. E no calor dos cobertores e lençóis a vida tem um rumo diferente. De olhos fechados vejo-te a ti. Imagino-te como gostava que as coisas fossem. E lá estás tu e eu e um conjunto de histórias perdidas que podiam ser reais mas não são… Histórias que nunca deixaram de ser sonhadas e que nunca acontecerão… Talvez por serem demasiado perfeitas. São apenas sonhos antes de ir dormir. Momentos que podem ser controlados, desde o que eu digo ao que eu quero que tu digas… Tudo aí é como eu quero.
Ora imagina lá se não seria perfeito: andar de mãos dadas num sítio deserto sem que ninguém se metesse entre nós, nem nós próprios… Estarmos sentados ao pôr do sol a falarmos de assuntos banais mas que para nós têm tanta importância… Tantas imagens que me passam à frente dos olhos fechados… Tantas histórias que podiam ser contadas mas que nunca seriam reais… Estás em todas elas e és a personagem principal…
Mas mesmo assim, de olhos fechados, eu conheço a realidade.
Talvez use estas histórias para me esconder…
Creio que em parte sim: dão-me esperança.
E uma lágrima cai…
E com ela adormeço.



{Dezembro 25, 2011}   Estar de Volta

Casa. Lar. Lugar que conhecemos e que é parte de nós. Voltar. Sentimento perfeito que completa a alma… Que traz de volta aquele pedacinho que cá ficou quando virámos as costas à vida que conhecíamos em troca de aventuras e novas experiências. Chamam-lhe saudade… A definição pode ser complexa mas é fácil identificá-la… É aquele sentimento que aperta o coração, é aquele nó na barriga quando nos lembramos de alguém, é aquela felicidade quando sabemos que vamos voltar. Enfim, saudade. Mas o que interessa é que voltei. Por muito ou pouco tempo, depende da perspectiva das pessoas… Mas voltei, e é só isso que interessa. Vim para ver pessoas que fazem parte de mim e para viver momentos com elas que nunca me hei-de esquecer. Vim, porque queria vir e porque tinha de vir. Vim… E aqui estou eu.



{Novembro 24, 2011}   Um Gesto Vale Mais Que Mil Palavras

Eu sei que tenho sempre uma ideia extremamente fatalista em relação a um possível “nós”. Sei bem que qualquer coisa me faz pensar que não quero mais… Toda a gente tem uma história e essa história acaba por influenciar as nossas decisões… Mas eu até pus de parte essa minha mania e esforcei-me… Queria na verdade ser perfeita! Fiz o que achei melhor, ultrapassei preconceitos meus e dei uma oportunidade à felicidade… E lutei… Lutei pelo que achava que me fazia feliz… Lutei, ultrapassei medos e desconfianças… Confiei! Dei-me… Não num sentido material mas como se do meu coração se tratasse… E, apesar de tudo, mantive a esperança…
Mas (palavra que traz um prenúncio de tragédia) olhei para o percurso que tínhamos percorrido… E vi-me: cansada e frustrada, farta de tentar… E esperei ver-te… Na verdade, não te vi em lado nenhum porque não te manifestas de maneira nenhuma. Não senti nada do que dizes sentir. As palavras, essas eu sei de cor. Quando é que aprendes que não é por dizeres que as coisas são reais? Que as palavras não aquecem e não fazem o mundo girar… As palavras não carregam sentimentos. São aqueles momentos em que não é preciso dizer nada que marcam… E esses, neste momento, são meras recordações longínquas…



{Novembro 18, 2011}   A História dos Três Fins

Era uma vez, há muito muito tempo, uma rapariga que conheceu um rapaz… Se ela fosse uma bonita princesa e morasse num grande castelo talvez esta história fosse contada aos mais novos de geração em geração… Mas não é! O rapaz, por seu lado também não é nenhum principe encantado que procura a sua amada num cavalo branco… São apenas um rapaz e uma rapariga como tantos outros… Mas nesta história ambos se tornam reis. O seu reino não era visível para os outros, cada um era rei do mundo do outro… E foram felizes os dois de mãos dadas durante algum tempo. Mas como sempre, a vida dá a volta a tudo… Agora separados, por mais que estendam a mão ninguém está lá para a agarrar… Tudo isto foi uma decisão… Malditos reis que às vezes não entendem o que o povo precisa… Ou foi, talvez, uma maldição… A verdade é que uma simples história ganhou três fins. Três possibilidades de se ser feliz… Até agora, três incógnitas… A escolha já não está nas mãos de ninguém… Está perdida numa aragem fria da manhã que leva os dias consigo… Dia a dia… Passando cada dia… Como se fosse o arrancar das folhas de um calendário na esperança que o dia em que o príncipe encantado venha para junto da sua amada… Ou o contrário, pois não queremos ferir susceptibilidades… É sempre possível imaginar o contrário… Mas neste caso é só um rapaz e uma rapariga… É só uma história… E só um conjuntos de fins sonhados de tantas maneiras… Porque todas as opções devem ser analisadas ao pormenor… Não vá um detetive entrar na história e encontrar o culpado… Aqui não há culpa nem culpado… Aqui há futuro… Ou talvez não… O que interessa é que há um rapaz e uma rapariga, um futuro incerto, um de três fins e, a cima de tudo, um sonho.



et cetera