Adolescência no Seu Pior











{Junho 12, 2011}   Durante um ano…

Este espaço é dedicado a uma coisa muito importante.
Um espaço no topo de todos que diariamente me dava trabalho.
Ri, chorei, berrei e fiz amigos.
Amigos que ficam para a vida.
Durante um ano fui fazendo o que me competia, umas vezes melhor, outras piores…
Durante um ano fui jornalista, câmara, editora, realizadora, técnica e até montei estúdios.
Durante um ano fiz directas para acabar programas e para ajudar pessoas.
Durante um ano dormi várias vezes num puf, no chão ou mesmo com a cabeça em cima da mesa.
Durante um ano.
Tudo passou.
Agora, apenas lembro o que uma pessoa disse:

“No fim vais sentir-te bem ao ver o que conseguiste.”



{Outubro 30, 2010}   Tempo Parado

Um segundo. Tempo tão escorregadio que se escapa por entre os dedos fechados… Qual água. Qual ar. Tenta-se sempre agarrar, tenta-se sempre aprisioná-lo e não o deixar andar. Se um segundo, por obra de alguém, parasse. Se fosse o mesmo segundo para sempre. Sem mudar, sem fugir… Um tempo infinito em que tudo pára. Ninguém se mexe, ninguém te chama. Ninguém te pede que sejas mais do que és. O telemóvel não toca e o e-mail não recebe nada… Porque neste segundo, o mundo é só meu e só eu decido o que faço. Este segundo não é mais que um grito, um suplico, uma liberdade. Liberdade para estar, sentir, viver, querer e sonhar. Tempo. Tempo livre para pensar, tempo livre onde nada acontece. Era um segundo parado. Para que no segundo a seguir, tudo voltasse ao normal, tudo voltasse à corrida que é a vida.



et cetera
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