Adolescência no Seu Pior











{Setembro 20, 2011}   Tempo

O tique-taque do relógio persegue o meu silêncio. Procuro um momento sem ele, um momento em que possa não contar o tempo. Porque se eu contar os segundo, minutos, horas e dias… Se eu contar as semanas, os meses e até mesmo os anos, o que serei eu? Não passarei de alguém que simplesmente viu a vida passar. Não quero. Não quero ver, quero viver. Quero estar lá e sentir como são as coisa. Quero tentar, errar e aprender… E se não aprender à primeira, aprendo à segunda. Quero arriscar e dizer o que penso, o que sinto e o que acredito. Quero, simplesmente quero… E vou fazê-lo.



{Novembro 16, 2010}   How do you know He is the One?

Só porque o “porque sim” não é algo que se diga. A minha mãe sempre me disse que isso não era uma resposta. Não é, na verdade, uma justificação mas sim algo que apenas te faz fugir de uma pergunta, fugir de uma resposta, fugir daquilo que não te dás ao trabalho de pensar. Tomar algo como garantido é perder os pequenos prazeres de uma pequena frase, de um sorriso ou de um olhar. É ser algo que sobrevive à vida vivida por outros e faz dela uma história sem interesse para quem ouve e para quem conta. É simplesmente algo que se perde no meio de uma lembrança.
Mas, sem saberes, sabes que não podes viver sem os pormenores que ele traz à tua vida, podes não ver que o sorriso te faz feliz mas sente-lo quando não o vês. Uma necessidade quase física que te faz o coração correr a maratona e saltar obstáculos. A coragem de dar o primeiro passo, a vergonha de dizer “Gosto de ti”, o medo de ouvir um “não” só porque sim. Essa palavra tão garantida em todo o lado. Essa palavra que te impede de tentar. Tentar encontrar o final feliz.
Eu tentei. Num dia qualquer, numa hora qualquer, eu tentei perceber o porquê de seres tu.



{Agosto 30, 2010}   Quando Tudo é Nada

Por ver que algo não era apenas algo, mas era um algo que para alguém é tudo… Pensei no meu algo que julgara tudo e deixei-o perto do nada que já fora algo e que já fora tudo. E por ver que, neste caso, o algo não era tudo, que o algo era na verdade nada em vez do tudo que durante meses foi, pensei deixar esse tudo, que agora era nada, numa caixa ao lado de tantos nadas que já foram tudo. E por querer nunca esquecer o que já esquecera e lembrar o que nunca me lembro, guardei a minha caixa com nada perto da caixa com tudo na esperança que um dia o nada vire tudo e tudo ganhe lugar na minha vida. Tudo o que é, para mim, nada pode ser nada para o outro e tudo para ti. Porque tudo o que, neste caso, era para mim tudo, e que agora não passa de algo e que um dia será nada, será sempre para ti algo que não é nada mas também não é tudo. E por ver que tudo deveria ser nada e que como nada era mais feliz assim, tive a coragem de dizer que tudo não é nada e de fazer com que nada seja tudo. Porque tu para mim és nada, e eu sou tudo.



{Setembro 9, 2009}   CBR city

Saída agora do que chamam Liceu e pronta para enfrentar o Mundo adulto, entro carregada no comboio com a grande mala dos sonhos e  o malote de recordações. Um lugar calmo no fundo da carruagem espera por mim como se sentisse o meu desejo de me sentar nele. A única razão que me chamou a atenção foi a janela. A pequena janela que me permite despedir-me, mais uma vez, da minha terra.
Partiu. Sem atrasos, vou agora para um sonho sonhado durante anos e anos. Vejo os postes passar rapidamente através da pequena janela. Cada um que vai ficando para trás traz consigo uma memória. Mais uma para juntar ao malote que carrego comigo.
Cidade imponente e altiva, observa-se ao longe a tua magnificiência, pareces tão pequenina… À velocidade do comboio em que viajo, vejo-te crescer lentamente, como se fosse eu que crescesse tão rapidamente. E agora que estou em ti, volto a pegar nas malas e, enfrentando o medo, invado-te. A pressa que se vê nas tuas ruas que mal conheço faz-me sentir viva e todos os sonhos que eu tinha esperam realizar-se ao virar da esquina. Portas abertas à minha espera, oportunidades que sempre sonhei, e todo aquele teu ar de adulta faz em mim despertar o rio da minha vida a correr para a foz, correr para uma vida que continua guardada na mala.
Malas que pesam mais que chumbo… Caminho nos passeios de pedra contemplando todo o teu esplendor. E tu que nem paras para me dizer olá. Terra que não pára nem deixa parar. Pessoas que correm entre autocarros e lojas, empregos e casas, universidade e noites… O contraste que me apresentas nas tuas ruas, o empenho e a responsabilidade em contraste com o doce descanso e o puro divertimento. Desejo perder-me! Perder-me em ti por 3 anos, perder-me em ti para sempre… E em ti formar-me como sou e quero ser. Formar-me em quem quero ser. E és tu que me abres as portas, és tu a chave do meu futuro.



{Julho 9, 2009}   Atreves-te?

HPIM1010a

O sonho é o principal motor de qualquer aventura…
Bora lá?



{Junho 4, 2009}   Sapatinhos de Cristal

HPIM0833Deixa o sonho dos sapatinhos de cristal e sente com os teus próprios pés os árduos caminhos da realidade…



{Março 29, 2009}   1 Ano Depois…

Aquela noite,
que eu pensei ser apenas uma,
veio a tornar-se uma semana…
E essa semana outra…
E um mês passou…
E mais outro…
E mais outro…
E um ano.



{Fevereiro 27, 2009}   Criança (e) Adulta

A boneca caiu.

Já não sou mais precisa, já não me liga mais… Antes fui a escolhida para passar dias e dias com ela e agora… E agora trocou-me…
Deixou-me sozinha neste chão frio e foi-se embora. Não sei bem para onde foi, mas sei que já não vai voltar mais…
Sabem do que me lembro? Das suas pequenas mãos… Quando me agarrou pela primeira vez eu vi os seus lindos olhos a brilhar… E agora deixou-me…
Só as boas memórias me aquecerão. Quando brincava comigo dias e dias afim… Eu era o seu Mundo! E agora esqueceu-me…
Mas ela agora também está diferente… Já não é a menina pequenina que se escondia na minha casa de bonecas por pensar ser sua. Não, ela agora está crescida. Provavelmente já nem sabe o que brincar significa… Todas nós fomos trocadas, já não somos os seu Mundo por certo… E fico aqui…

Será que também eu posso crescer como ela? Eu tambem quero fazer 18 anos!



{Fevereiro 15, 2009}   Confiança

Eu confio.
Porque confiar é sentir
E eu sinto…
Sinto aquela vontade
Aquela que tu tambem sentes
Aquela…
Vamos agarra-la
Vamos brincar com ela
Vamos confiar nela.
Porque ela nos mostra um caminho
Porque ela nos faz seguir…
Como uma estrela
Como a estrela que aparece sempre no céu
Aperece lá todas as noites…
É sempre a primeira a brilhar.
E por ser a primeira é a mais bonita
É a mais pura…
Deixa que seja ela a iluminar o nosso caminho…
Eu confio.
E tu?



{Dezembro 2, 2008}   Meu Sol

Era ainda madrugada quando me acordaste de mansinho, como que com um doce beijo no rosto, lembraste? Fizeste-me sorrir com o teu jeito maroto e o teu suave carinho. E durante a longa manhã conseguiste manter o meu sangue quente, fazer o meu desejo aumentar com o passar do tempo. Não aguentei a vontade! Tinha que te ter! Àquela hora em que toda a tua energia incidia sobre mim… Ao tocar das doze, tu foste meu e eu fui tua.
Ficaste a meu lado. Abraçavas-me a cada segundo que corria mas sem que me apercebesse deixaste lentamente de o fazer. E de toda a esperança fez-se a desilusão… Não és mais que um Sol tardio que se quer esconder e que finge me aquecer. Mas nao aqueces. Deixas-me na ilusão da tua luz e no frio da minha solidão. Assim não. Prefiro esperar que a noite passe, apesar de não te ver, e que ao amanhecer venhas para me voltares a aquecer. Aí sim. Fugirei daquilo a que chamam sombra e… E talvez mais tarde volte a acabar… Mas até lá a noite terá de passar!



et cetera
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