Adolescência no Seu Pior











{Abril 27, 2008}   Junção de Espíritos

Quando só em sonhos te posso ter, dormir torna-se prazer, torna-se algo mais que um simples fechar de olhos… És tu. És tu que me dás o prazer de me manter nos teus braços uma e outra vez… O teu espírito envolve-se no meu numa noite em que só o escuro me abraça. A perfeição de um amor… É lá que dizes ‘Amo-te’ sem medo. Entrega. Como se tivessem corpo… (Mas terão?) Fundem-se no ar sem que nada os detecte. Amam-se ali num tempo parado de horas que passam a correr… Entrega completa e impossível de esquecer… Nem com o amanhecer… Sorriso de sonho perfeito. Lembrança e desejo de realidade. Porque quando abrir os olhos é só isso que será… Um sonho. Uma memória. Um carinho que me alegra um pouco mais o dia… Um carinho que me aqueceu um pouco mais a noite…



{Abril 17, 2008}   Escrever a Sorrir

Gostava de voltar a escrever… Escrever como escrevia, como escrevi. Pegar num lápis a meio de uma aula e escrever sem parar. Dar ao lápis a aula toda e no fim sorrir… Sorrir com as palavras que ficaram gravadas nas folhas. Era tao fácil. Pensar, imaginar, criar, escrever… Processo que conheço de cór. Era a página branca que ouvia tudo o que eu tinha a dizer, que guardava tantos segredos que tive medo de te contar… Mas o medo, o medo perdi-o. Digo tudo! Nada me fará arrepender agora que a confiança entre nós é algo que nem a imaginação chegou a ousar pensar… Já não preciso das palavras. Já não preciso das letras. Um simples sinal teu tem mais significado que todas as palavras que poderia aqui escrever… Podia fazer uma lista. Podia pôr lá Amo-te, Quero-te, Abraça-me, Beija-me… Podia transcrever do coração algumas expressões cheias de significado… Dá-me a mão, Não me deixes, Faz-me feliz! Mas para quê escrever isso… Sabes bem que o sinto… Sei bem que o sentes… E a escrita? A escrita apenas me faz sonhar mais, lembrar mais, sorrir ainda mais! Por isso escrevo. Não para desabafar lágrimas como antes fiz. Por isso escrevo. Para mostrar a todo o Mundo que estás comigo… Agora… E para sempre…



{Abril 16, 2008}   Troca de Olhares

Sem qualquer palavra. Apenas uma troca de olhares. Algo que me faz tremer… Imagens de um tempo passado invadem-me a mente… Imaginando que ninguém mais se movia naquela escadaria de escola. Tudo parára… Um beijo discreto… Medo de seremos apanhados… Numa vontade incontrolável… Sentimentos agora espalhados por entre um amontoado de pessoas paradas no tempo. Empurrada violentamente contra a parede, deixei-me guiar pela vontade. A vontade de te ter… Deixas-me fora de mim… Agora sem medo algum… Agarras-me com toda a tua força e levas-me para lá do sonho… Num tempo que foge. Fugiu. Toda a fantasia fugiu… Eras agora tu que sorrias para mim no meio de todas aquelas pessoas que voltaram a seguir a vida. Eu não sou uma dessas pessoas. Eu quero seguir a tua vida…



{Abril 12, 2008}   Entregar-me a Ti

Um olhar, uma palavra, um beijo teu. Uma inexplicável explicação de um sentimental sentimento que voa por entre os momentos que passámos… Passaram. A vontade de te agarrar sem razão, de te fazer meu. De me entregar. Passar as mãos pelo teu peito e me envolver nos teus braços. Num beijo sem fim que me leva onde só o medo reina… Só a curiosidade e a descoberta de algo novo. Mas agora não tenho medo. Entrego-me a ti tal como eu sou. As tuas mãos cercam-me mais uma vez em movimentos contínuos. E se te pedir para não parares? E se…? Mas aqui não há se… Aqui só estou eu e tu.
As tuas mãos que continuam a acariciar o meu corpo abrem cuidadosamente o meu casaco. Receio, mas não páro. Não posso. Não consigo libertar-me desta vontade que me prende a ti. A camisola. Será que o frio nos atacará de repente? Sinto-te quente. O teu peito contra o meu a nú… A pureza do momento. Entregas-te. Entrego-me. E ali tudo pode acontecer. Nem a dor nos poderá parar. A adrenalina do fruto proibido que ali podemos provar… Quero provar, trincar, agarrar, arranhar, quero brincar nos teus braços, no teu corpo. És meu por momentos que passam a correr… Sem pressas… Com certezas… Sonhos… Deitada nos teus braços… Algo que nem mil palavras descreverão… Nem uma imagem captará… Sorriso mútuo. Sorriso de quem não consegue esconder a felicidade. Sorriso de quem é feliz.



{Abril 5, 2008}   Lágrima de Alegria

Uma lágrima. É isso que eu tenho para vos dar em jeito de agradecimento. Uma lágrima que caiu dos meus olhos e mostrou a todos o que eu realmente sinto. Ou melhor, sentimos todos. Foi como um sonho tornado realidade… Estavam lá todos. Estavam lá todos só para nos ver… Para nos fazer brilhar… Para que nós possamos fazer outros brilhar. As estrelas não somos nós. Nós só representamos. Representamos as verdadeiras estrelas que teimam em esconder-se. Equipa. Amizade. Tudo o que foi para nós é na verdade para vós!
Nada mais somos por subir a um palco. Nada mais somos que os outros. Ou se calhar até somos… Somos mais do que aqueles que apenas sonham, somos mais do que aqueles que apenas falam. Nós podemos falar. Nós podemos gritar. Gritar a todo um público que nos ouve e que nos apoia. É por eles que lutamos… Não temos nada a provar a ninguém… Mas a verdade é que hoje, o C. C’Arte calou muita gente!



et cetera