Adolescência no Seu Pior











{Janeiro 31, 2010}   Contradição

Não és Homem, não és nada! És um cobarde! Foges da dificuldade de uma pergunta, desapareces no meio de uma frase, ergues a revolta que há em mim. Não és nada. Não significas nada. E no entanto fazes-me sentir algo, algo estranho, algo diferente. Desejo. Desejo-te longe. Longe de mim. Não ter de me lembrar de ti, não perguntar por ti, não saber quem és. Eu sei bem quem és. Não passas de um miúdo mimado. Achas-te maior que o Mundo, pensas conseguir tudo o que queres… Que queres tu? Não és Homem para responder a uma pergunta. Não és Homem para nada. Não és Homem para ninguém.
Eu, eu que afirmo existir um “Homem da minha vida”… Eu que na verdade não sei do que falo… Eu que te desejo tão longe… Sou a mesma que passo a vida a perguntar por ti, que me lembro de ti no desenrolar de uma simples conversa… Eu que me perco num sonho contigo…

Não vou procurar quem espero, se no fundo te encontrei.



{Janeiro 3, 2010}   Homem da Minha Vida

Uma conversa.
Não era como aquelas que nós costumamos ter… Nem sequer era comigo que falavas. Mesmo assim observava-te cuidadosamente enquanto as palavras saiam da tua boca. O assunto incumbia-nos os dois, mesmo que indirectamente. A nossa relação dependia daquela conversa, tudo o que havia entre nós, tudo o que poderia continuar ou não a haver.

Eu olhava-te.
Apesar do medo, apesar de saber que o futuro era incerto… Eu sorria. O meu ser sorria! Não por desejar um certo futuro ou por querer continuar algo… Não por ver que a conversa seguia um determinado caminho que, talvez, fosse ao encontro de que eu desejava… Nada disso me faria sorrir daquela maneira.

Sorria
Olhava-te com um ar de posse, uma necessidade de te ter… Um pensamento invadiu-me a mente, algo que nunca antes pensara ou sentira:
“Aquele é o Homem da Minha Vida…”



{Dezembro 31, 2009}   Última Página

O ano tem 365 dias.
365 Páginas de um livro.
Vários capítulos escritos.
Várias palavras perdidas e encontradas…
Memórias, sonhos,
Pormenores escondidos…
Nesta última página
Escrevo.
Sonho.
Lembro e sorrio.
E nesta última página,
Antes de fechar o livro,
Escrevo.
Uma palavra,
Uma frase,
Um parágrafo,
Uma história…
De alguém,
De ninguém,
De todos
E de ninguém.
Escrevo.
E fecho o livro.
E abro outro…



{Novembro 30, 2009}   Olá

Olá.
Um olá escapado e sumido, um olá baixinho que esconde um carinho que um dia se foi escondendo atrás de um role de acontecimentos, de confusões, de chatices que em nada nos envolviam. Foram passando, cada um cavando um bocadinho do fosso que agora há entre nós. Está mesmo à nossa frente. Um fosso que apenas permite a passagem de um reles olá. Se os meus pensamentos voassem por cima deste fosso, se os pudesses sentir… Se. Conjunção condicional que condiciona uma amizade, ou o que resta dela. Condições.
Sei ter sido voz activa a cavar o fosso que cresce entre nós. Já nem lhe vejo o fim. Mas sempre me ensinaste a ultrapassar os obstáculos. Ainda é possível criar uma pequena ponte, ainda é possível atravessá-la. Encontrar-me diante de ti. Sozinhos. As saudades que tenho disso… E aí, para além de um olá, irias ver um sorriso imenso que te mostraria a falta que as nossas conversas me fazem. Uma conversa com dois intervenientes. Tu e eu. Sem pessoas a mais. Sem confusões. Sem nada para além de uma amizade que ultrapassa o fosso que a tentou esconder de nós.



{Novembro 4, 2009}   Foi…

Um jogo
Um beijo
Um desejo
Que é meu
Que é teu
Que poderia ser nosso
Foste
Fui
Fomos
Foi
Por uma vontade
Por um beijo
Por um desejo
Por mim
Por ti
Por uma tarde
Por uma noite
Por uma manhã
Contigo.



{Outubro 27, 2009}   Azul Escuro

1
É mesmo lá no cimo, vês? Depois vens descendo por aqui…
O tempo corre sabes?
Vês tanta gente…
E na verdade, não vês ninguém…
Mas vens!
Desces a praça…
E vais mesmo pela baixa, estás a ver?
E é ali!
É ali que o padrinho e a madrinha te baptizam…
Lembro-me das palavras que me disseram…
Como se cada palavra fosse uma gota de água…
Caía…
E as palavras ficavam gravadas para sempre…
Caía…
Foi o primeiro momento em que eu me senti em família…
Caía…
Irmã mais nova de alguém!
Caía…
Porque as palavras que me disse são verdadeiras,
Caía…
Porque sei que vai sempre olhar por mim,
Caía…
E porque são os melhores anos das nossas vidas!


Caía, daquele penico azul escuro, a água do Mondego…



{Setembro 9, 2009}   CBR city

Saída agora do que chamam Liceu e pronta para enfrentar o Mundo adulto, entro carregada no comboio com a grande mala dos sonhos e  o malote de recordações. Um lugar calmo no fundo da carruagem espera por mim como se sentisse o meu desejo de me sentar nele. A única razão que me chamou a atenção foi a janela. A pequena janela que me permite despedir-me, mais uma vez, da minha terra.
Partiu. Sem atrasos, vou agora para um sonho sonhado durante anos e anos. Vejo os postes passar rapidamente através da pequena janela. Cada um que vai ficando para trás traz consigo uma memória. Mais uma para juntar ao malote que carrego comigo.
Cidade imponente e altiva, observa-se ao longe a tua magnificiência, pareces tão pequenina… À velocidade do comboio em que viajo, vejo-te crescer lentamente, como se fosse eu que crescesse tão rapidamente. E agora que estou em ti, volto a pegar nas malas e, enfrentando o medo, invado-te. A pressa que se vê nas tuas ruas que mal conheço faz-me sentir viva e todos os sonhos que eu tinha esperam realizar-se ao virar da esquina. Portas abertas à minha espera, oportunidades que sempre sonhei, e todo aquele teu ar de adulta faz em mim despertar o rio da minha vida a correr para a foz, correr para uma vida que continua guardada na mala.
Malas que pesam mais que chumbo… Caminho nos passeios de pedra contemplando todo o teu esplendor. E tu que nem paras para me dizer olá. Terra que não pára nem deixa parar. Pessoas que correm entre autocarros e lojas, empregos e casas, universidade e noites… O contraste que me apresentas nas tuas ruas, o empenho e a responsabilidade em contraste com o doce descanso e o puro divertimento. Desejo perder-me! Perder-me em ti por 3 anos, perder-me em ti para sempre… E em ti formar-me como sou e quero ser. Formar-me em quem quero ser. E és tu que me abres as portas, és tu a chave do meu futuro.



{Agosto 13, 2009}   Parabéns a Você…

2 anos.
Foi ainda ontem que eu quis transpor para aqui tudo o que pensava e sentia… Sentimentos variados que ao longo de 2 anos foram invadindo o meu corpo e a minha mente. Sentimentos associados a situações de todos os tipos e de todas as cores… Neste tempo, vi o Mundo à minha maneira e caí várias vezes na crua realidade. Caí e levantei-me. Houve sempre quem me apoiasse e quem seguisse todos os meus passos…
Mas eu continuo a caminhar… Porque há muita coisa que eu ainda não vi e há muita coisa que eu anceio ver! A minha vida vai mudar… E eu vou continuar a caminhar, a observar, a pergutar tudo e a lutar pelos meus sonhos! Porque desistir não é algo que eu goste fazer! Não desisto! Por mais que custe… Porque mais que caia… Por mais que o escuro me envolva… Há sempre uma luzinha que há-de brilhar…
Este blog faz hoje 2 anos. Há 2 anos que brilha comigo tanto na escuridão como nos dias claros!



{Agosto 10, 2009}   Meu Puto!

HPIM1198c

SIMPLICIDADE

CUMPLICIDADE

AMIZADE

CARINHO

AMOR

TERNURA

CONFIANÇA

És aquela pessoa especial que me irrita, mas que me atura a seguir…
És
aquela pessoa especial que põe de parte a hora de folga pa me ensina fisico-química…
És
aquela pessoa especial que passava as horas de folga de verão a jogar snooker enquanto eu dormia…
És
aquela pessoa especial que ficava comigo atrás do balcão e que agora me abandonou para ir à sala…
És aquela pessoa especial que namora mais comigo do que com qualquer outra pessoa…

És aquela pessoa super especial para mim!
“Eu confio a minha vida àquele miúdo”



{Julho 9, 2009}   Atreves-te?

HPIM1010a

O sonho é o principal motor de qualquer aventura…
Bora lá?



et cetera